terça-feira, 29 de maio de 2012

Projeto Mudar Para Sobreviver


Nossos alunos do Ensino Fundamental II, orientados pelos Professores das disciplinas História, Geografia, Ciências e Matemática, fizeram um levantamento da situação socioeconômico das famílias que vivem na própria comunidade onde os alunos moram - Bairro Salina Ribamar e constataram que em 18 domicílios pesquisados a maioria vive em extrema pobreza, desprezados pelos poderes constituídos desse país. Segundo levantamento feito a questão da moradia é problema longe de ser resolvido, pois as mesmas, na maioria são construções antigas feita em taipa com teto baixo, chão batido ou em cimento grosso. 100% não têm esgotos e boa parte não há fossa, com seus moradores sendo obrigados a despejar os dejetos via cano até a maré. Na enquete feita pelos alunos, das 18 famílias ouvidas, treze  (13) moram em casa própria e cinco (5) em imóvel alugado; duas (2) familias vivem com menos de um salário mínimo, sete (7) com um salário e nove (9) com dois salários. Perguntado sobre a questão do trabalho, foi constatado que  nove (9) chefe de família vivem de subemprego e dez (10) estão empregados.

VEJA ABAIXO OS GRÁFICOS DA SITUAÇÃO ECONÔMICA DOS MORADORES DO BAIRRO SALINA RIBAMAR HOJE  


Outro tema que despertou curiosidade entre professores e alunos, foi querer saber como andava o índice de natalidade entre as famílias residentes na comunidade. Para facilitar o acesso aos dados, os alunos  foram até o PSM do Bairro e constataram que no ano de 2009; das crianças nascidas, 25,8% delas tinha a idade de zero (0) a cinco (5) anos. No ano seguinte de 2010, houve uma queda de 2,8, ou seja, havia apenas 23% de crianças de zero (0) a cinco (5) anos de idade. Em 2011, aconteceu um acréscimo, com o índice de crianças com essa faixa etária chagando ao patamar de 40%, como mostra os gráficos abaixo.


ÍNDICE DE NATALIDADE NOS ANOS 2009, 2010 E 2011



Nossos alunos são demais. Com os dados colhidos acima que mostra o índice de natalidade das crianças de 0 a 5 anos, eles quizeram saber qual era o perfil das mães gestantes que os dados apresentados pelo PSF indicava. Tiveram a confirmação que entre os anos de 2010 e 2011 houve quenda de 1,5% de gestação em mães abixo de 18 anos. Ou seja, em 2010 o Programa Saúde da Família do Bairro Salima Ribamar, cadastrou 25 mães com crianças de zero (0) a cinco (5) anos e constatou havia nove (9) mães com idade acima de 18 anos e 9 mães abixo de 18 ou adolecente ainda. Em 2011 o PSF cadatrou um pouco menos, apenas 20 mães. Vinte (20) tinha idade acima de 18 anos e apenas sete (7) apresentava idade abixo de 18 ou era adolescente.    


ÍNDICE DE GESTAÇÕES ACIMA DE 18 ANOS E ABAIXO 
DE 18 OU ADOLESENTE, NOS ANOS 2010 E 2011


Professores envolvidos:

Francisco F. Lira - Artes
Jonathas de Medeiros - Ed. Física
Leonice Araújo - Ciências
Maria Edna - Geografia e História
Marilene Pereira - Matemática
Mâncio Ivo Júnior - Português e Inglês
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Trabalho realizado com as turmas do 6º e 7º ano.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Projeto Mudar Para Sobreviver - 2ª Etapa.


Nesta segunda etapa do projeto piloto "Mudar Para Viver Melhor" da nossa Escola, cuja demanda envolveu toda comunidade escolar, diretores, professores, alunos, pais e comunidade em geral, foi aprofundados os questionamento e levantados possíveis soluções para os ploblemas da comunidade que serão apresentados no encontro "Selo Unicef".

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O LIXO

O lixo não deve ser exposto ao céu aberto. Pois vai atrair baratas, ratos, escorpiões. Agentes nocivos à saúde que podem trazer doenças com graves com a leptospirose e a verminoses. O lixo deve ser separado e armazenado em condições adequadas.
O lixo seco (vidros, metais, plásticos e papel), deve ser coletado e reciclado. Depois vendido, criando uma renda extra para as famílias.
O lixo molhado (resto de comida, cascas de frutas, sementes e folhas secas) deve ser transformado em adubo gerando uma fonte de renda para a comunidade.

  COMO SE FAZ ADUBO  
  • Deposite o lixo molhado em um recipiente que tenha furos para saída de ar, ou em espaços de terra no quintal;
  • Tampe com uma lona para apressar a decomposição e evitar a presença de moscas;   
  • Regue de dois em dois dias para arejar. Revire todo lixo com uma pá;
  • Em poucas semanas o material estará pronto para ser misturada a terra. Vai apresentar uma coloração marrom café, cheiro de terra;
  • Depois de pronto o composto orgânico já pode ser misturado à terra do jardim, da horta e dos vasos.

 OS ESGOTOS

Os esgotos domésticos não devem ser expostos a céu aberto, pois vão atrair baratas, ratos, muriçocas e o mosquito da dengue. As crianças descalças, pisando na água suja desses esgotos, em contato com a urina do rato, germes e lavas desses insetos, podem contrair doenças como a leptospirose, verminose, dengue, manchas na pele, picho de pé e até a lepra.

Como a comunidade é desprovida de saneamento básico e não há uma solução imediata do poder público, o socorro urgente seria construir fossas e canalizar as águas sujas produzidas na cozinha, lavanderia, banheiro e sanitário para dentro dessas fossas.

As fossas devolverão para os córregos, as águas dos banheiros e das bacias sanitárias já praticamente coadas e livres de boa parte dos principais agentes transmissores dessas doenças. A água utilizada na lavagem de roupas pode ser reutilizada para aguar pequenas plantações, hortas e o jardim, como também, para lavar o terraço, a casa, etc.

POLUIÇÃO DO AR

O ar que respiramos deve ser puro - sem mau cheiro. Quando respiramos um ar poluído estamos alojando doenças em nossos pulmões.

Andando pela comunidade, é comum sentir mau cheiro dos animais mortos jogados nas ruas e dentro do rio. Dos criatórios de porcos sem nenhuma higiene e das fumaças das carvoarias para extração de carvão.

Essas ações poluentes do ar feitas sem nenhum planejamento podem trazer várias doenças respiratórias provocadas por bactérias, como: renite, asma, bronquite, tosse alérgica e coceira. 

As carvoarias e as pocilgas existentes na comunidade é uma fonte de renda, porém algumas medidas básicas devem ser tomadas para evitar que os moradores não contraiam as doenças acima, como por exemplo:

  • Depois de tocar fogo na lenha e a fumaça começar a jorrar no ar, sair imediatamente do local e só voltar quando já estiver queimado tudo.
  • Os animais mortos devem ser enterrados.
  • As pocilgas, devem ser lavados 3 vezes ao dia e os dejetos dos porcos, enterrados.

O RIO

O rio cada dia que passa, fica mais poluído. Nele, a comunidade joga todo tipo de sujeira e entulho, como: pneus, eletrodomésticos, animais mortos, lixo e esgotos domésticos. Os esgotos domésticos é a pior fonte de poluição do rio, pois eles jogam as fezes e todo tipo de sujeira para dentro do rio.

As pocilgas e os criatórios de animais na sua margem têm poluído com suas fezes ainda mais a água. Provocando o desaparecimento de peixes, goiamuns e caranguejos. Esses crustáceos, embora escassos, pescados e consumidos pela comunidade, podem trazer doenças, mesmo pegos e manejados depois em cativeiro.

A poluição provoca mau cheiro, deixa a água preta, cheia de germes e bactérias se tronando imprópria para o banho e para o consumo doméstico. A prática do banho (comum entre as crianças), de beber, lavar louça, com a água do rio pode trazer consequências graves para a saúde da comunidade.

É comum ouvir crianças e adolescentes que tomam banho no rio se queixando de dores na barrigas, na cabeça, coceiras e apresentando manchas na pele, doenças adquiridas durante a prática do banho no rio.



terça-feira, 15 de maio de 2012



Imagens do Carnaval 2012 dos alunos da Educação Infantil de Nossa Escola
e suas professras, que aconteceu no anexo da antiga Associação Comunitária do Bairro,
atual Projeto Mais Educação.  

terça-feira, 8 de maio de 2012



Imagens do Carnaval 2012 dos alunos da Educação Infantil de Nossa Escola
e suas professras, que aconteceu no anexo da antiga Associação Comunitária do Bairro,
atual Projeto Mais Educação.  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

UM BRASIL ESQUECIDO

      S.O.S. Salina Ribamar      

Sitiada por áreas urbanas onde o desenvolvimento é referência
em diversos setores como indústrias, comércios e serviços, o bairro
Salina de Ribamar em Cabedelo, ver o Brasil crescer em sua volta 
e inexplicavelmente ver também esse mesmo crescimento ficar 
cada vez distantes de seus habitantes em função da sua exclusão
das políticas públicas de distribuição de renda, saneamento
básico, habitação, saúde e segurança. 

O ato de fotografar pode ser meramente documental ou uma forma de registrar um fato em dado momento. Dessa forma, partindo do princípio de que o fotógrafo recorta do real exatamente aquilo que lhe interessa, ou seja, um fragmento pequeno desse mundo de contrastes em que vivemos, foi que pensamos nesta atividade. Isso ocorreu a partir dos conteúdos sobre a arte de fotografar, aplicados em sala de aula pela disciplina Artes Visuais, para os alunos das Séries e 7º anos do fundamental II.

As imagens que seguem, captadas pelos nossos alunos como complemento avaliativo do referido conteúdo são reais e chocantes. Elas mostram a verdadeira realidade de uma comunidade esquecida e abandonada há decadas, pelos poderes constituídos desse Estado. Parecem que os moradores da comunidade Salina Ribamar não fazem parte dessa federação ou pelo fato de serem ecomicamente pobres não mereçam ser considerado gente brasileira e por isso, tenha que viver e sofre no mais completo desprezo. 

Excluídos das necessidades básicas, faltam-lhes tudo, saneamento básico, coleta de lixo, transportes público, condições mínimas de acesso ao bairro que é precária, poluição de todo tipo, água tratada, moradia digna, segurança, saúde e dignidade. Isto é, as políticas públicas tão propagadas e veiculadas na mídia institucional, pelo Governo Federal, nem o cheiro passou pela comunidade.

O trabalho dos alunos incluiu quatro áreas fundamentais que atinge direto a saúde da comunidade. Coleta e destino do lixo, poluição do ar, falta de saneamento básico, degradação e poluição do mangue e do rio. As imagens que segue, mostra a dura realidade dos moradores do bairro hoje.


A falta de saneamento básico obriga os habitantes jogar os dejetos
domésticos no meio das ruas, em frente às casas e no rio como mostra as
imagens acima fotografadas pelos alunos.


A coleta do lixo não atende a demanda do bairro.O lixo ocupa todas as áreas da
comunidade, dentro do rio, no mangue, em frente as moradias,
nos espaços de lazer das crianças, em depósitos improvisados
 nos fundos dos quintais, bem como, em outras
áreas ocupadas pelos moradores.




Animais são criados sem praticamente nenhum controle e higiene. Esses
quando morrem são jogados nas ruas. As carvoarias, uma
pratica antiga ainda em uso no bairro, poluem o ar
pondo em risco a saúde dos moradores.